domingo, 9 de dezembro de 2007




No vai e vém das situações é que nos damos conta do quão expectadores da nossa vida podemos ser. O mundo pode ser dividido em duas partes distintas: aqueles que correm atrás e os que observam.


Eu realmente achei que fosse uma pessoa ativa, que jamais procrastinava perante qualquer situação. Sempre disse a mim mesma que eu fazia parte do grupo que corre atrás.


Nunca subestime o poder da auto-sugestão.


No entanto, depois de um certo tempo correndo, me senti extremamente cansada. Não importava o quanto eu desejasse e me esforçasse para conseguir algo... Eu dificilmente alcançava meus objetivos.


Então, eu simplesmente me sentei. Sentei no intuito de relaxar e relaxada vi a vida passar por mim. Vi meus amigos seguindo, algumas oportunidades... Não vou dizer que foi fácil assistir.


Mas também não foi difícil.


E quando resolvi caminhar novamente, já estava mais madura. Já sabia o que deveria fazer. E percebi que poderia correr e assistir quando eu bem quisesse.



"Não queiram ser como aqueles que passam metade da vida a dizer o que vão realizar e a outra metade a explicar porque não o realizaram." por Benjamim Franklin


quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Anos atrás.





"Saudades... De algum lugar no tempo, perdido no espaço... Onde tudo estava muito longe e só o 'agora' existia plenamente.


Saudades das decisões proteladas, dos corações não quebrados, das amizades intactas.


Saudades de quando até mesmo a maior dor podia se acalmada com sorvete e calda.


Saudades de quando os problemas nem eram problemas, e por pior que parecessem, sempre resolviam-se no dia seguinte.


Saudades da época em que minha única responsabilidade era ser feliz... E eu era.


Saudades do sentimentos com pouca intensidade... Que não feriam ninguém, só ajudavam.


Saudades da vida que era apenas vida e não um monte de papéis burocráticos que nos impede de rumar à felicidade.


Saudades de um lugar querido no coração... Que ficou para trás. Para sempre."


Certas coisas não mudam. Mesmo dois anos depois.



"A vida não é complexa. Nós é que temos complexos" por Oscar Wilde

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Just BE




Apenas ser é um conceito bastante simples. Ou não.


Apenas ser é algo inerente ao ser humano desde o momento no qual ele nasce. Você simplesmente é. Na sua existência pura e simples... Sem máscaras, sem medos, sem ambições, sem anseios.


Vivendo um dia de cada vez, absorvendo o maior número possível de informações, sorvendo emoções. Sendo, enfim, o máximo do que se pode ser em 24 horas.


Eu gostaria de apenas ser. Apenas viver intensamente, aproveitar tudo o que podem me oferecer e independente de todos os padrões e gostos universais, eu ainda possa ser fiel ao que sou.


Quero apenas ser eu mesma. E por mais banal que possa parecer, identidade não é algo tão simples de ser conseguido. É uma busca contínua, permanente e utópica.


Mas eu gosto.


Eu desejo vivier num mundo no qual as pessoas apenas são. Mas enquanto isso não é possível, eu fico sendo apenas kku.


"Seja a mudança que você deseja ver no mundo" por Gandhi

sábado, 1 de dezembro de 2007

Mais pessoal que o necessário




Talvez realmente exista um limite para tudo.


Talvez, as coisas simplesmente não durem para sempre como a gente espera. A felicidade, a tristeza, a dor e a realização não são emoções eternas; são passageiras. Mas eu sempre, sempre achei que pudesse ser para sempre quem eu era.


Talvez eu estivesse fatalmente errada. Ou não. Ainda não descobri.


Mas eu estive por onze meses sendo uma fortaleza. Um rocha. A vida me fez assim, e sendo fraca, os infortúnios pelos quais eu passei antes dos dez anos me fizeram ser como sou. E eu gosto de ser forte. O meu orgulho me impediu de fraquejar e buscar ajuda e por mais idiota e ridículo que seja, acabou me fortalecendo de verdade. Eu realmente fiquei forte por sentir que precisava ser assim para viver.


Então, tudo que eu suportei, as coisas que ouvi, vi, e vivi... Tudo de ruim, de triste, de angustiante e de trágico que aconteceu comigo... Nada foi esquecido. Simplesmente foi guardado, numa gaveta escura do meu coração, onde eu sentia que nunca iria chegar.


Mas a quantidade de coisas ruins que eu guardo todos os dias aumentou. E já não havia espaço em gaveta alguma para escondê-las. Eu fui obrigada a senti-las e então meus olhos encheram-se de lágrimas.


Eu nem sabia o porquê. Não conseguia distingüir o sentimento. Eu apenas tinha uma vontade louca de chorar e meu peito parecia rasgar de amargura. Me senti desamparada. Fraca. Totalmente frágil. Sim, eu odiei.

Por mais que eu enxergue todas as coisas que acontecem comigo de uma forma positiva, por mais que eu encare todos os meus tropeços como aprendizado, por mais que consiga extrair felicidade de tudo todos os dias da minha vida...

... Eu percebi que também preciso ser infeliz. Que eu preciso ter meus problemas, reclamar deles, chorar por causa deles. Eu preciso de equilíbrio na vida. E a vida que eu estava tentando ter, me desgastava demais.

Porque, agora eu sei, definitivamente, que existe um limite para tudo.

E para pensamentos positivos, sorrisos e empenho, também.


"A maior parte das pessoas é tão feliz quanto resolve ser" Oscar Wilde